Lisboa/Almada,05 out – A ideia de “fazer a travessia do Tejo de
cacilheiro”, uma das experiências de “A Minha Lista”, listagem feita em
dezembro de 2011 com o intuito de concretizar “coisas simples e não muito caras
nunca experimentadas” ao longo de 2012, pela autora deste blogue, surgiu pois
foi considerado que “fazer o Tejo em transportes turísticos não é representativo
das experiências que procuram uma aproximação direta ao mundo real”.
Assim, o item número 3 de “A Minha Lista” ganhou forma no feriado de 5
de outubro. Enquanto uns comemoravam a República entre portas, refugiados de flashs,
apupos e verdades, enquanto cabeçudos e cartazes com mensagens se passeavam
pelo Terreiro do Paço, enquanto a bandeira ao contrário rezava, comicamente, o
estado da(dos) RÉ(vida)pública(US), a autora cumpria “fazer a travessia do Tejo de
cacilheiro” só, entretida, expectante…
Num fim-de-semana de experiências cumpridas – umas anunciadas e
ansiadas, outras simplesmente e maravilhosamente espontâneas – juntem-se ao
lote aquelas que faltavam na Capital da Luz, na Capital da Saudade, na Capital
do Fado…
E subiu-se ao Cristo Rei para enfrentar a paisagem… Com força! E comeu-se
indiano “o jantar mais picante das nossas vidas” e antes da Luz (#8) a curiosidade
matada na Lusa, e depois da Lusa, a alma cheiinha porque os momentos simples
querem-se vivendo dentro da simplicidade da rotina de um amigo que, não sendo autóctone,
é de Alfama…
“Maravilhoso” – é exagero (muito) mas foi a palavra que ficou… E ainda
nem se sabia que a “rainha”, a nova, estaria em Martim Moniz … “Boa noite
solidão”!
...
...