Numa noite de insónia, ao som de Pixinguinha e com o "Cidades Invisíveis", de Italo Calvino, na mesa-de-cabeceira (porque o titulo do capitulo do livro era mesmo esse e o acaso é o melhor conselheiro do destino) eis que nasce AS CIDADES E OS SINAIS... um espaço dedicado a ti... por mim, mas primeiro e sempre por ti.
“O Traje e o Mundo Encantado dos Brinquedos Antigos de Leça” é o nome de uma exposição organizada, em parceria, pela Junta de Freguesia de Leça da Palmeira, e pelo Rancho Típico da Amorosa. A mostra está patente até 9 de Agosto, no salão nobre da autarquia leceira. O espólio do rancho de cariz etnográfico, nomeadamente um conjunto de trajes antigos e típicos dos leceiros e de terras da Maia – desde o traje de trabalho e domingueiro masculino, bem como trajes femininos – domingueiro, de feira, de trabalho, de lavradeira rica – são alguns dos atractivos desta exposição. A temática dos brinquedos antigos também está patente através dos cavalinhos de madeira, peões de corda, caricas, carrinhos de rolamentos, fisgas, cata-ventos, guindastes, jogo do rapa... O Rancho da Amorosa tem vindo a pesquisar e a estudar uma panóplia de brinquedos e de engenhocas que entraram em desuso, mas que eram muito comuns nas brincadeiras dos pequenos leceiros, há várias décadas atrás. Horário da mostra: de segunda a sexta das 9h00 às 12h30 e das 14 às 17h30; sábados e domingos das 15 às 18 horas.
“Avança com a raiva que sentes… Ao peso da cruz” Levantam-se aos pares Cumprimentam-se com apertos de mão fortes, abraços espalhafatosos, beijos repenicados Lutam enquanto disputam colos e riem-se a seguir com as bocas muito abertas, o cabelo muito curto, os dentes muito raros, as roupas muito coloridas, os passos pouco seguros Tropeçam como se dançassem ao ritmo de um autocarro desgovernado Silenciam-se Trocam mensagens Comentam Levantam-se aos pares uma e outra vez Correm e acreditam e suspiram ofegantes “Pi” soa como aplauso cúmplice de alívio Todos conhecem a adrenalina Todos conhecem o alívio Todos reconhecem este gesto simples Fazem perguntas sobre porque é que a noite à escura e não é o dia que tem falta de luz Não respondem, exaustos “Parece que pagam os pecados deste mundo…” Levantam-se aos pares Não se filosofa: a noite é escura porque o dia tem luz Lugares vazios substituídos Já se enumerou os reforços do Benfica que “vai voltar a não fazer nada” e parece que custa a sair o número de reforços do FCP que “já se sabe tem tudo no papo” Levam-se aos pares: “Talvez não” Acreditam e olham de esgueira: “Talvez não” Bocejos, sorrisos, mensagens, olhares, birras, mensagens e gargalhadas, mensagens e silêncios “Há dias em que não cabes na pele com que andas…” “Parece que os sapatos que vês nem sequer são os teus!” Vira-se a folha: um boletim do Euro Milhões suíço “E ao Sul…” (diz a canção) “Subo as águas desse rio, onde a barca dos sentidos nunca partiu…” (sublinha o interprete) Saem aos pares Seguem os sobreviventes…