domingo, 9 de dezembro de 2007

"Ninguém te pode ajudar"

Tiveste gente de muita coragem
E acreditaste na tua mensagem
Foste ganhando terreno
E foste perdendo a memória

Já tinhas meio mundo na mão

Quiseste impor a tua religião
E acabaste por perder a liberdade
A caminho da glória

Ai, Portugal, Portugal

De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar

Tiveste muita carta para bater

Quem joga deve aprender a perder
Que a sorte nunca vem só
Quando bate à nossa porta

Esbanjaste muita vida nas apostas

E agora trazes o desgosto às costas
Não se pode estar direito
Quando se tem a espinha torta

Ai, Portugal, Portugal

De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar

Fizeste cegos de quem olhos tinha

Quiseste pôr toda a gente na linha
Trocaste a alma e o coração
Pela ponta das tuas lanças

Difamaste quem verdades dizia

Confundiste amor com pornografia
E depois perdeste o gosto
De brincar com as tuas crianças

Ai, Portugal, Portugal

De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar

Ai, Portugal, Portugal

De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar

LETRA: Portugal, Portugal - Jorge Palma
FOTO: Na Câmara Municipal
(Matosinhos/Dez.07)

"O raio da bagagem"


Mifá
É de um comboio que eu te escrevo,
Mifá
São os teus olhos que eu levo,
Mifá
Dentro dos meus
Vê lá tu

Mifá
O amor nem sempre é brincadeira,
Mifá
Quer a gente queira ou não queira,
Mifá
As coisas são mesmo assim

E toda esta conversa
É só por tu teres vindo comigo
Por termos conseguido chegar juntos ao ninho

Por esses momentos em que eu
Não fui sózinho
Mas depois foi a bagagem
E o inevitável adeus do caminho,
Mifá
Tem cuidado contigo

Mifá
Não vou soluçar por ti,
Mifá
Mas tenho um espaço vazio aqui,
Mifá
No meu coração
Vê lá tu

Mifá
Solamente una
Dói se pensarmos que
Isto é o fim
Mas resta sempre
Alguma coisa
E toda esta conversa
É só por tu teres vindo comigo
Por termos conseguido chegar juntos ao ninho

Por esses momentos em que eu
Não fui sózinho
Mas depois foi a bagagem
E o inevitável adeus do caminho,

Mifá
Tem cuidado contigo
E toda esta conversa
É só por tu teres vindo comigo
Por termos conseguido chegar juntos ao ninho
Por esses momentos em que eu
Não fui sózinho
Mas depois foi a bagagem
E o inevitável adeus do caminho,

Mifá
Tem cuidado contigo
...

LETRA: Mifá - Jorge Palma
FOTO: Aniversário dos 20 anos dos Paços do Concelho
(Matosinhos/Dez.07)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

A árvore das latinhas


A Casa da Juventude de Matosinhos está a construir uma árvore de Natal, com a utilização de materiais recicláveis. Este ano, a árvore é de latas de conserva, uma vez que esta indústria é considerada o ex-libris do concelho de Matosinhos.

Paralelamente, as turmas do 3º e 4º anos das Escolas EB1 da freguesia de Matosinhos estão a realizar visitas às conserveiras locais: Pinhais, Portugal Norte e La Gôndola.

A inauguração da Árvore de Natal e da exposição “A Juventude com as conserveiras no Natal”, será amanhã (dia 07 de Dezembro) às 16h00, na Casa da juventude de Matosinhos.

Qualquer criança, jovem ou adulto pode participar e ajudar a construir a árvore de Natal amiga da Natureza, só tem de dirigir-se à Casa da Juventude de Matosinhos e colocar uma latinha! (reciclavel ;-)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Como o Outono (na perfeição)


Gosto de ti como quem gosta do sábado
Gosto de ti como quem abraça o fogo
Gosto de ti como quem vence o espaço
Como quem abre o regaço
Como quem salta o vazio
Um barco aporta no rio
Um homem morre no esforço
Sete colinas no dorso
E uma cidade p'ra mim
Gosto de ti como quem mata o degredo
Gosto de ti como quem finta o futuro
Gosto de ti como quem diz não ter medo
Como quem mente em segredo
Como quem baila na estrada
Vestido feito de nada
As mãos fartas do corpo
Um beijo louco no Porto
E uma cidade p'ra ti
Enquanto não há amanhã
Ilumina-me
Gosto de ti como uma estrela no dia
Gosto de ti quando uma nuvem começa
Gosto de ti quando o teu corpo pedia
Quando nas mãos me ardia
Como o silêncio na guerra
Beijos de luz e de terra
E num passado imperfeito
Um fogo farto no peito
E o MUNDO longe de nós
Enquanto não há amanhã
Ilumina-me
Ilumina-me
PEDRO ABRUNHOSA
...
Um dia destes (um qualquer, daqueles sem amanhã) tirei esta foto para ti
Para te mostrar o fim do Outono ou a sobrevivência do Outono
Tirei-a porque… Partilhas!
Gosto de partilhar o Outono, a cor do fogo, o dia de Sábado
(que teve manhã, tarde, noite e amanhã)
Porque gosto do MUNDO e tu és o MUNDO
(sempre em nós)
Gosto de ti…
Das cidades, dos sinais, do Porto, e das paixões, e do toque louco no meu peito, e do ardor das minhas mãos que brincam
Ahh e do beijo também

Foi agora que a foto se encaixou (como nós) na perfeição no que ouvi
E o que te digo é tão sincero como o brilho dos teus olhos de menino, apesar das mãos de homem. Como o Outono…

sábado, 24 de novembro de 2007

Sorrisos e olhares... e olhares com sorrisos


Eram muitos
Todos com um sorriso daqueles que contagia o mundo
E um olhar repleto de sonhos
Dizem, entre palmas, dizem-no calados:
“Porque estás triste hoje?”
“Como podes estar triste?”
“Alguma vez me viste triste?”





FOTOS: Inauguração do 11º Juntos pela Arte (22 nov. 07)

Sugestão: Visitar o JUNTOS PELA ARTE (exposição e venda de Natal) // Galeria Nave da CMM // de 22 de Nov. a 7 de Dez // Organização - CMM e Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Matosinhos

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

(está quase...) NICOLINAS 2007 (nº 15)

«
Exposição "Ser Nicolino" promove sugestão de candidatura das Nicolinas a Património da Humanidade
A exposição de fotografia "Ser Nicolino", da autoria de José Bastos, está patente no Vira Bar - Cervejaria/Restaurante, de 13 de Novembro a 8 de Dezembro, numa iniciativa conjunta da associação Tertúlia Nicolina e daquele estabelecimento comercial. Associando-se aos seculares festejos, o Vira Bar disponibiliza também aos clientes uma "Ementa Nicolina", concretizando assim uma sugestão apresentada na conferência/debate promovida pela Tertúlia Nicolina aquando da ExpoGuimarães e subordinada ao tema "As tradições culturais enquanto elemento turístico e de desenvolvimento. Nicolinas: O que fazer com este património? Que valor Turístico?".

De igual modo, são distribuídos aos vimaranenses e aos turistas os marcadores de livros editados pela Tertúlia Nicolina para promover a sugestão de candidatura das "Nicolinas a Património Oral e Imaterial da Humanidade: um objectivo estratégico".
O conjunto de fotografias em exposição do Vira Bar, a preto e branco, ilustra momentos das Festas Nicolinas de 2000 em que José Bastos, através da objectiva, fez um registo artístico - imprimindo também uma componente jornalística - de várias fases dos preparativos e dos números das Festas Nicolinas. Trata-se de um olhar e de uma óptica, que extravasa o mero registo fotográfico, procurando evidenciar através da imagem o ser e o sentir dos Nicolinos.
Além das fotografias, a exposição integra vários objectos relacionados com as Festas Nicolinas. Segundo Diogo Leite Ribeiro, Presidente da Tertúlia Nicolina, esta iniciativa "é mais um contributo da associação para a promoção das Festas Nicolinas e da sugestão de candidatura a Património Oral e Imaterial da Humanidade, desta vez num contexto diferente do habitual, procurando atingir públicos diversos".
Para Miguel Cardoso, sócio-gerente do Vira Bar, a abertura do estabelecimento de restauração a este tipo de eventos decorre da "constatação que a sociedade civil em geral e os empresários em particular também devem participar e contribuir para a divulgação das tradições culturais".
A exposição está patente no Vira Bar Alameda de São Dâmaso, nº 27, Guimarães, até ao dia 8 de Dezembro.
»
...

Depois de ver uma caixa de mail que raramente consulto, surgiu um novo impulso digno de registo...
Consultada a newsletter da Associação Nicolina, e cumprida a sugestão de consulta do site, novo copy/paste impulsivo.
Mas as novidades e as notícias estão longe de se ficar pelo Vira Bar (publicidade não paga) por isso segue o registo que gerou o impulso: http://www.nicolinas.net/

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Ouvir / Sentir

És a estrela da alvorada
E a madrugada junto ao cais
És tudo o que eu vejo em ti,
És a alegria e muito mais
És a minha maçã de junho
És o teu corpo e o meu
Amo-te mais que à vida,
Que a vida sem ti morreu

És a erva perfumada,
Debruada a girassóis
O trago do café quente
Nas manhãs entre lençois
És a minha maça de junho
E a minha noite de verão
Anda, vem comigo,
Vamos,dá-me a tua mão

És o encontro na estrada,
És a montanha e o pôr do sol
O vinho bebido em festa,
És a papoila e o rouxinol
És a minha maça de junho
E a minha estrela polar
Sem ti eu não tenho norte,
Sem ti eu não sei amar.

JORGE PALMA
Maçã de Junho
(para ouvir em...)
Madrugadas tranquilas
Noites intensas
(para sentir...)
Sempre
Entre embalos profundos
Sonos partilhados
(ouvir e sentir)
Quando os sentimentos e as emoções gritam, silenciosamente

domingo, 4 de novembro de 2007

Tempo, sinais e intervalos sorridentes



Hoje (anteontem) as horas também me deram sinais
Desejos… sempre!
E ansiedade de chegar ao aconchego da música que ficou a pairar de manhã, nunca mais parou, nunca mais saiu, nunca mais abandonou o cérebro que não pensou o dia todo, às vezes de músculos contraídos sem sintonia com os movimentos.
Já a adivinhar o querer, já a piscar o olho às horas, por ter vontade (apesar do medo), e também por ter falta de vontade (apesar do dever).

Depois, depois foi vinho.
Foi vida.
Muita partilha.
Tanta luz.
Imensa paz.
E descobertas. Ou seriam investigações?
Um intervalo sorridente (Obrigado!)

As horas deram sinais, o tempo, desta vez (porque quase nunca é o tempo, e a maioria das vezes, nem é o espaço) também deu sinais. Aceites. Partilhados. Sintonizados.
(sem medo, e até com dever cumprido)
Soube bem.
Hoje (ontem) o cérebro conseguiu pensar.
Tranquilamente e feliz!
...
FOTOS: Parque do Carriçal (Senhora da Hora - Matosinhos)
guardadas para quando fosse o tempo a ditar sinais
TEXTO: Às xx horas e xx minutos, do dia e do mês xx, ano XXXX (x de anteontem e x de ontem)

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

(...) suspiros

Porque deixei de saber distinguir
Porque a viagem é cada vez mais longa
Dou por mim sem saber se a quero longa ou curta
Acho que quero longa, para não ter de sair, para ter tempo de pensar
Acho que a quero curta, para ser rápido o regresso
Quero-a inteira
E suspiro
Sem decidir como te quero
Viagem
Cidade
Vida
Suspiro
Não a tenho inteira, sei lá se me pertence ou não
Sei que a quero, mas não sei se a tenho, porque lhe rogo pragas tantas vezes, para me arrepender e voltar a suspirar, com vontade de voltar para traz, e vontade de seguir em frente
Os sinais começaram aqui
Aceitei-os
Até sorri ao óbvio, ao fácil, ao sabor cobarde de não ter de pensar mais, por ser assim, felizmente sem culpas, aliás, com a cumplicidade de se encolher os ombros ao mesmo tempo
Tenho medo dos sinais que restam
Se é que restam, se é que se manifestam, se têm coragem
Só sei que a quero inteira, por isso é que me quero inteira também, sem ter culpa pelo ar (único) que respiro... feita a viagem
Agarra-te e dá um passo
Tens de saber distinguir o que sentes, abraçar a viagem e respeitar a vida!


E segue, segue, segue... sempre com mestre e a lembrança de uma noite aliviada e suspirosa. Sabe tão bem acompanhar o ouvido com a imagem desfocada do sentimento. Segue, segue... quando os olhos pedem leituras ligeiras e acabam presos à mente, a tentar distinguir o que é pensar e o que é reflectir, sem leituras ligeiras, e com o livro de bolso - boa escolha, modestamente!

(...) e mais mestre (...)

*Não há maior nitidez do que o verde que suspira*

Quando a janela se fecha e se transforma num ovo
Ou se desfaz em estilhaços de céu azul e magenta
E o meu olhar tem razões que o coração não frequenta
Por favor diz-me quem és tu, de novo?

Quando o teu cheiro me leva às esquinas do vislumbre

E toda a verdade em ti é coisa incerta e tão vasta
Quem sou eu para negar que a tua presença me arrasta?
Quem és tu, na imensidão do deslumbre?

As redes são passageiras, as arquitecturas da fuga

De toda a água que corre, de todo o vento que passa
Quando uma teia se rasga ergo à lua a minha taça
E vejo nascer no espelho mais uma ruga

Quando o tecto se escancara e se confunde com a lua

A apontar-me o caminho melhor do que qualquer estrela
Ninguém me faz duvidar que foste sempre a mais bela

Por favor, diz-me que és alguém, de novo?

Quando a janela se fecha e se transforma num ovo

Ou se desfaz em estilhaços de céu azul e magenta
E o meu olhar tem razões que o coração não frequenta
Por favor diz-me quem és tu, de novo?

JORGE PALMA
Quem És Tu, de Novo
FOTO: Porto Sounds 2007
(Setembro, Parque da Cidade)

leituras (...)

Ah a frescura na face de não cumprir um dever!
Faltar é positivamente estar no campo!
Que refugio o não poder ter confiança em nós!
Respiro melhor agora que passaram as horas dos encontros.
Faltei a todos, com a deliberação do desleixo,
Fiquei esperando a vontade de ir para lá, que eu saberia que não vinha.

Sou livre, contra a sociedade organizada e vestida.
Estou nu, e mergulhado na água da minha imaginação.
É tarde para eu estar em qualquer dos dois pontos onde estaria à mesma hora,
Deliberadamente à mesma hora…
Está bem, ficarei aqui sonhando versos e sorrindo em itálico.
É tão engraçada esta parte assistente da vida!
Até não consigo acender o cigarro seguinte… Se é um gesto,

Fique com os outros, que me esperam, no desencontro que é a vida.
...

GRANDES SÃO OS DESERTOS
Poesia de Álvaro de Campos

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Vamos para a ILHA DAS CORES

Na Ilha Das Cores
Tu podes viver
A grande aventura
De muito aprender
Há mar e flores
Canções para cantar
Histórias para ouvir
É só descobrir
Há o abecedário
Do A até o Zê
E ainda o kapa
Igrego e o duplo Vê
A Ilha Das Cores
É tão divertida
Que vais ter vontade
De passar lá a vida
...
Nós vamos para a ILHA DAS CORES... juntos!
Porque lá podemos viver a grande aventura de muito aprender. Há cores, mares e flores, pessoas diferentes e pessoas iguais, que têm vontade de passar lá a vida a cantar canções (de embalo por exemplo) e a ouvir histórias, por saber ouvir histórias, ou pelo menos tentar porque é só descobrir. É tão divertida a Ilha das Cores, e pura, e feliz. Nós vamos!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Completo...

Completo egoísmo de ser, completo egoísmo de querer, completo egoísmo de sentir.
Raciocinar e raciocinar, ou fazer de conta que se pensa porque se deve, porque é importante, se exige.
E sentir os braços prostrados, o pensamento vazio, apesar da mente cheia, o corpo dormente com os braços ao longo do tronco, caídos, desistentes dão o alerta… sentir o corpo a desmaiar, passivo, conformado, em sintonia com o pensamento.
Surge um sorriso, um piscar de olhos tranquilo, e finalmente um bocejo.
Não há energia mas há vontade e já não se pensa, e os sinais falam por si, se fossem sons ecoavam na mente que se quer vazia acompanhar o pensamento que se quer desistente.
Sem vontade, cada vez com menos vontade, com menos sentido de vontade de sentir o mesmo de sempre, sentindo, mas não interiorizando o completo egoísmo que sou.

BOA NOITE