
(saber/merecer) AGARRAR
Numa noite de insónia, ao som de Pixinguinha e com o "Cidades Invisíveis", de Italo Calvino, na mesa-de-cabeceira (porque o titulo do capitulo do livro era mesmo esse e o acaso é o melhor conselheiro do destino) eis que nasce AS CIDADES E OS SINAIS... um espaço dedicado a ti... por mim, mas primeiro e sempre por ti.




Diziam sempre que gostavam de sentir, da força de sentir, de sentirem juntos. Unos!
Da força de sentir retiravam(ram) a força de sentir para voltar a sentir e sentir sempre igual. Unos!
Sentir, como se não sentissem mais nada, sentindo exactamente tudo, pela força de sempre. E sempre… Unos!
São assim as vidas boas, dizem.
Vidas boas porque se Sente Sempre (também dá, e sabem-no, Unos!)
Ele porque, a entende sempre, até contempla “espacinhos”, que ela chama aos bocadinhos de céu que se vêem por entre as árvores.
Deitados na relva, de mão dada, como Sempre, porque Sentem, contemplam, não há magia (são a magia), nem descoberta (já se conhecem desde sempre), só simplicidade, olhos encantados pelas vidas boas que se apresentam.
Unos!
Encantados!
Contemplam a simplicidade porque sabem Sentir Sempre!
Imagem gentilmente cedida por uma bloguista amiga dos lados de Viseu. Alguém especial que também vai descobrindo a formula de sentir.
Dos dois rostos, um permanecia assim. Brilhante, até, mas fundido na bruma do espaço.
Uma italiana cantava em inglês com sotaque francês.
Peito contra peito. Sensibilidade.
Já tinhas dito antes: “Não tenho palavras. Não sei usá-las. Até delas tenho medo”.
Procuramos por ai.
É a tua vez:
Os beijos de que sou/somos, dependentes inspiram-me. Ia dizer-lhe isso ontem, quando me levou pela mão para escrever.
Disse: “Não sei o que escrever”.
Pensei: “Sabes, mas não queres, és pequenina demais… demais…”
Gosto da nossa relação com a luz, com a escuridão iluminada, sempre iluminada por nós.
Uma vez disse que o queria de luz apagada. Agora não existe luz. Até dormimos de luz acesa.
São olhos abertos a iluminar, que olhar brilhante o dele, a fusão de dois corpos, e luzes acesas para embalar sonos perfeitos.
Sensibilidade (banho tomado, toalha enrolada, uma brasileira chamada Maria Rita, gosto de nomes)
A soletrar, acho que fazemos tudo a soletrar devagarinho para conseguir prolongar tudo, tudo, e fazemos tudo a soletrar. “Um A e soletrar”
“Dos gardenias para ti… Con ellas quiero decir te quiero, te adoro, mi vida…”
Não sei o que senti(o), intensidade, arrebatamento, preenchimento total, perfeição total, sangue, duas vidas a tomarem forma numa só. Somos, cada vez mais…
“Gosto de te ver assim”
Enrolada nos sabores, nua pela casa, a dançar na banheira, as mãos a percorrer as curvas do corpo que aprendo a amar porque o ofereci, a musica muda de tom, os planos da tarde começam a compor-se, os olhos piscam, suspiros, muitos, lembranças, aquele sofá, mordo os lábios.
Escrito por Sensibilidade(s)